São Sisenando

SISENANDO, PADROEIRO DOS DIÁCONOS E DA CIDADE DE BEJA

Hoje, dia 24 de outubro, ocorre a solenidade do diácono e mártir S. Sisenando que celebrou a sua páscoa no ano 851. O que sabemos acerca da sua vida deve-se a Santo Eulógio, presbítero e mártir, e encontra-se no seu livro Memoriale Sanctorum.

 

Natural da cidade de Beja, S. Sisenando viveu durante a ocupação muçulmana da Península Ibérica, e, desejando servir a Igreja como ministro de Cristo, dirigiu-se para Córdova onde fez a sua formação intelectual e espiritual. Recebeu o Sacramento da Ordem no grau de diácono e, por causa do fervor da sua pregação foi preso, julgado e condenado à morte. O seu martírio ocorreu a 16 de julho de 851. O Martirológio Romano diz o seguinte neste dia: “Em Córdova, na Andaluzia, região de Espanha, São Sisenando, diácono e mártir, que foi degolado pelos Mouros por causa da sua fé em Cristo”.

 

A memória deste ilustre cristão parece ter caído no esquecimento durante muitos séculos. Contudo, no séc. XVI, a publicação do Memoriale Sanctorum de Santo Eulógio, divulga a sua vida e o seu testemunho de fé. Como

consequência, cresceu a devoção à sua pessoa e de Córdova chegou uma relíquia que, nos nossos dias, se encontra na Sé, no altar que é dedicado a S. Sisenando; a cidade de Beja tomou-o como seu celeste patrono a 24 de outubro de 1651; e foi construída uma capela em sua honra, situada junto da igreja do Salvador. A capela desapareceu e no seu lugar encontra-se uma lápide escrita em latim a atestar a sua antiga existência.

 

Há alguns anos atrás, o Sr. Bispo D. Manuel Falcão escolheu o diácono S. Sisenando para ser o padroeiro dos diáconos permanentes da nossa Diocese. Neste dia 24 celebramos, portanto, o diaconado, reconhecido como um enriquecimento muito importante para a missão da Igreja.

“O diaconado tem a sua origem na consagração e na missão de Cristo, nas quais o diácono é chamado a participar” (Directório do ministério e vida dos diáconos, nº 1). Ser diácono é dar testemunho e esse testemunho consiste em servir e dar a vida à maneira de Jesus.

 

Acerca do martírio, Santo Agostinho deixou-nos esta bela meditação nos Tratados sobre o Evangelho de S. João:

“Quando nos aproximamos da mesa do Senhor, não recordamos os mártires do mesmo modo que os outros que descansam em paz, isto é, não oramos por eles, mas antes pedimos que eles orem por nós, a fim de seguirmos o seu exemplo; e o seu exemplo foi dar a maior prova de caridade, segundo a palavra do Senhor. Eles apresentaram aos seus irmãos o mesmo que tinham recebido da mesa do Senhor…Ainda que os irmãos morram pelos irmãos, nenhum mártir derramou o seu sangue para remissão dos pecados dos seus irmãos, como Cristo fez por nós; isto não foi um exemplo para imitarmos, mas um motivo para agradecermos. Os mártires, ao derramarem o sangue pelos irmãos, não apresentaram senão o que tinham recebido da mesa do Senhor. Amemo-nos também nós uns aos outros como Cristo nos amou, entregando-Se a Si mesmo por nós”.

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